Eu não queria ser o sol,
Nem tampouco como o seu raio iluminar.
Eu não preciso dos seus olhos
Para me guiar.
Não vejo qualquer coisa de atípico,
No sorriso, na canção, ou num coração.
Nada me faz enxergar diferente,
Quando fico diante do perfume que se sente
Das flores e dos amores.
Nem me compadeço diante das dores.
Sou indiferente ao beijo e à canção,
Não gosto nem desgosto da solidão.
Tanto faz um dia nublado, ou uma noite estrelada,
Quando vejo a lua cheia, não sinto nada.
Tanto faz o sorriso de uma criança,
Ou ter ou não ter esperança.
Só um sorriso não chega a ser o bastante
Para eu cobrir toda a
minha estante
Com livros e músicas de poesia,
Isso eu vejo todo dia.
Toda hora, a todo instante.
Também não quero ser amante.
E como já foi falado, tanto me faz ser amado.
Para ser despoetizado como eu,
Não é preciso ser asceta,
Não precisa pensar em amor,
Não precisa buscar a dor.
Só é preciso ser poeta.
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