domingo, 16 de setembro de 2012

Desassossego



Não vejo mais um horizonte,
Eu não tenho mais direção.
Eu não sei mais chorar,
Nem ao menos sei orar.
Não tenho mais coração.

Eu sinto falta do da intensa luz,
Que dos seus olhos se irradiam noite e dia,
Sinto falta do fogo do se coração,
Da alegria que você tinha quando me via.

Eu não tenho mais lágrimas.
Eu não tenho mais vontade.
Nem sei mais o que é a vida.
Pois a minha vida é só saudade.

Saudade do nós como éramos outrora,
Quando nosso amor estava na aurora.
Mas o crepúsculo em nós se abateu,
E o calor do amor, parece que se perdeu.

Meu amor, tenho saudade de quando você sorria,
E de quando brigava por eu demorar a ligar.
Meu Deus, como faz falta pra mim sua companhia.
Como faz falta o alimento,
Como faz falta o ar.

Eu não vejo mais o horizonte,
Ele pra mim não é mais infinito.
De mim, só restou algo abstrato.
Só restou da minha força, o grito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um poema para a minha dor



Se minhas lágrimas tivessem asas,
Eu deixaria elas voarem.
Se fosse voz que eu ouvisse
Quando da face elas rolarem,
Eu diria vão, por favor,
Vão atrás do meu amor
Cuja voz insiste em se calar,
Seu sorriso a me negar,
Seu amor a me recusar.

Se minha dor tivesse pernas,
Eu diria, saia do peito,
Perder você, não aceito,
Senão em mim a morte encontrará leito.

Se eu pudesse invadir seus sonhos,
Se eu pudesse ver seu tormento.
Se eu pudesse dar minha vida,
Acabaria com o seu sofrimento.

Juras de amor eterno,
Pedidos de “não me abandone”,
Sonhos que foram partidos,
O desalento é o meu nome
Perdi o chão, perdi o norte,
E eu que pensei que eu era forte.

Revelei-me um  menino chorão,
Atormentado, que desilusão.
Com feridas abertas na alma,
Com um fogo no coração.