sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um poema para a minha dor



Se minhas lágrimas tivessem asas,
Eu deixaria elas voarem.
Se fosse voz que eu ouvisse
Quando da face elas rolarem,
Eu diria vão, por favor,
Vão atrás do meu amor
Cuja voz insiste em se calar,
Seu sorriso a me negar,
Seu amor a me recusar.

Se minha dor tivesse pernas,
Eu diria, saia do peito,
Perder você, não aceito,
Senão em mim a morte encontrará leito.

Se eu pudesse invadir seus sonhos,
Se eu pudesse ver seu tormento.
Se eu pudesse dar minha vida,
Acabaria com o seu sofrimento.

Juras de amor eterno,
Pedidos de “não me abandone”,
Sonhos que foram partidos,
O desalento é o meu nome
Perdi o chão, perdi o norte,
E eu que pensei que eu era forte.

Revelei-me um  menino chorão,
Atormentado, que desilusão.
Com feridas abertas na alma,
Com um fogo no coração.

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