Um só caminho,
Uma só estrada.
Vários sentimentos,
Infinitas escadas.
No corrimão da vida escorreguei.
Desci ao fundo, onde cheguei?
Ao contrário de flores,
Teremos dores,
Perderemos amores,
Criaremos temores
E seremos sofredores.
Sou o santo do meu céu
E demônio do meu inferno.
Sou senhor do meu escravo
E escravo de mim mesmo.
Sou autor do meu pesadelo
E protagonista do meu desespero.
Sou senhor da minha sorte,
O assassino da minha morte.
Quando mato, morro.
Se estou assalto, peço socorro.
Se vivermos juntos até que a morte nos separe,
Então morreremos juntos,
Para que a vida nos ampare.
Sou anjo sem asas,
Poeta sem palavras
E sultão sem escravas.
Só eu sei se sou…
Só serei se souber,
Sou caminho empoeirado,
Don Juan sem mulher.
Já que o amor que me envolve,
Me separa da minha amada.
Sou poeta e Deus sabe,
Sou um homem, sendo nada.
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