domingo, 25 de julho de 2010

O poeta

Um só caminho,


Uma só estrada.

Vários sentimentos,

Infinitas escadas.



No corrimão da vida escorreguei.

Desci ao fundo, onde cheguei?

Ao contrário de flores,

Teremos dores,

Perderemos amores,

Criaremos temores

E seremos sofredores.



Sou o santo do meu céu

E demônio do meu inferno.

Sou senhor do meu escravo

E escravo de mim mesmo.

Sou autor do meu pesadelo

E protagonista do meu desespero.

Sou senhor da minha sorte,

O assassino da minha morte.



Quando mato, morro.

Se estou assalto, peço socorro.

Se vivermos juntos até que a morte nos separe,

Então morreremos juntos,

Para que a vida nos ampare.



Sou anjo sem asas,

Poeta sem palavras

E sultão sem escravas.



Só eu sei se sou…

Só serei se souber,

Sou caminho empoeirado,

Don Juan sem mulher.



Já que o amor que me envolve,

Me separa da minha amada.

Sou poeta e Deus sabe,

Sou um homem, sendo nada.

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